sábado, 29 de janeiro de 2011

Um amor inventado

Uma verdade me consome,
verdade essa que não sei qual é.
não sei nem da onde vem...
Talvez eu saiba,
mas não acredite em tal redundância,
redundância porque no passado não era uma verdade,
era uma mentira,
jorrada de sofrimentos e ilusões.
Onde o amor era ligado á dor, á opressão e á própria prisão,
prisão de sentimentos e de culpas.
Prisão da alma, do meu próprio ser.
Será então verdade verdadeira ou mentira inventada?
Não sei, mas procuro saber.
Saber se antes o que era essêncial aos olhos agora pode apenas ser uma parte da minha vida.
Porque o que quero agora é uma verdade inventada,
algo que ultrapasse qualquer entendimento,
algo que me faça ver estrelas,
que irradie meu dia e chegue a enaltecer minha vida.
Verdade essa que talvez só possa ser encontrada em romances jamais vividos, ou se vividos, eu os desconheço.
Eu quero o mais profundo e mais vivido amor,
a mais intensa e louca paixão.
Aquela que chega á entorpecer a alma,
e á extasiar o corpo.
Aquele amor de cinema,
aquela paixão de novela.
Ou simplismente algo como aquele velho namoradinho de ginásio.
Chega a ser puro,
mas te faz sentir borboletas na barriga e um arrepio na espinha.
E é tão puro que chega a ser infinito.

Alguém

Ela tem uma beleza tão sútil que tenho até medo ao escrever,
medo de errar e não saber descrever tal encantamento.
Ela andava pelas ruas como se não tivesse dono,
e de noite , se escondia nas esquinas.
Ela não sabia o que era amar, e nunca havia sonhado.
Ela vivia se esquivando do mundo e das pessoas.
Para ela, nada fazia sentido,
e o que fazia, não era digno dela.
Ela é tão bela que ninguém repara,
ela se encanta com qualquer coisa,
mas logo se policia, dizendo á si mesma que aquilo não á pertencia.
Seus olhos eram tristes e caídos.
Mas também eram negros e brilhantes.
Os trapos que usavam não era digno de olhares famintos,
mas de pena.
Aliás a única coisa que era faminta ali era seu estomago, que não via algo suculento á meses.
Sua familia?
Ah, ela nem se lembrara mais se um dia a tivera.
Dá até medo de pensar o que a bela moça havia passado na sua infância, melhor que essa lembrança continue morta e nunca reviva.
Ela pensava que nascera por acaso,
que o mundo não há queria,
não existia lugar pra ela naquele mundo.
Sua única alegria era, bom agora não sei dizer se ela tinha alguma alegria.
Elá é um mistério,
nem sei se ela existe,
mas ela vive dentro de mim,
alguém que precisa brotar,
se mostrar, e, como num ápse da loucura,
gritar, gritar, e gritar.